Muita coisa se tem escrito e divulgado com respeito aos LEDs nesses últimos anos, alguns conceitos realmente se mostraram fiéis às informações que as pesquisas divulgavam; outros, verdadeiras lendas!
Quando os temas do assunto são vida mediana, eficiência luminosa, equivalências com outros tipos de lâmpadas, o tempo e a evolução trataram de desmistificar vários conceitos que antes pareciam definitivos.
O principal conceito que foi desmistificado, e teve seu embasamento mais estruturado, foi o da "durabilidade". No começo, ditava-se com autoridade, que os LEDs alcançavam de 50.000 a 100.000 horas (este valor até é possível e já é realidade, mas em laboratório e em condições especiais). Sabe-se atualmente que a durabilidade do LED sobre influências de vários fatores externos, tais como a umidade, qualidade das instalações elétricas, dissipação de calor − esse último, principal fator para a diminuição da vida de um LED.
Muito se divulga que os LEDs não esquentam, pois não emitem IV (infravermelho) e nem denigrem o objeto iluminado, pois não emitem UV (ultravioleta), sendo ótimos para iluminação de objetos a pequena distância. Na realidade, a luz emitida pelo LED realmente não emite essas radiações; contudo, para se existir essa luminosidade, "para trás" do LED, a emissão de calor é muito grande, e uma dissipação de temperatura de baixa qualidade, fará com a vida do LED diminua de forma acentuada.
Outros dois fatores também muito importantes: corrente elétrica acima do valor projetado para o produto e a sua eficiência luminosa. Em relação ao primeiro, é fácil perceber que quando se liga qualquer equipamento elétrico em uma corrente mais alta que a projetada, o equipamento vai queimar antes da hora; quanto ao segundo, quanto maior for a eficiência luminosa do LED, menor será a sua durabilidade. é por esta razão que o mercado oferece produtos de iluminação de LED com diferentes eficiências luminosas − o brilho, variando de 30 lm/W até 70 lm/W, em média − quanto diferentes tempos de durabilidade − de 10.000 horas até 50.000, em média.
Dessa forma, o que mais se encontra no mercado de iluminação são LEDs com eficiência de 60 lm/W − mesmo eficiência de uma florescente compacta − e durabilidade de 30.000 horas. Produtos que melhorem em uma característica, pioram na outra.
Everton Luís Silka é engenheiro eletricista,
engenheiro de iluminação e lighting designer.
Pós-graduado em Iluminação e Decoração de Interiores.
Desde 2007 é engenheiro da Empalux.
Que a luz é fundamental para a vida e a iluminação é importante para a sociedade moderna, ninguém duvida; contudo, poucos sabem que existem ou quem são os profissionais capacitados para conceber e implementar projetos luminotécnicos: os lighting designers.
Afinal quem são eles? Qual a sua importância? Como diferenciar o seu trabalho, das "indicações" de lojas especializadas? Para que essas questões sejam respondidas e principalmente, compreendidas, precisamos saber como trabalha um lighting designer, o que ele objetiva em seus projetos, qual o objeto final de sua obra.
Um lighting designer objetiva sempre, em seus projetos luminotécnicos, as melhores soluções (as melhores luminárias, as lâmpadas mais indicadas, os sistemas de controle mais eficientes) e as mais sustentáveis; por isso o uso incessante da luz natural em seus projetos, ao contrário das "indicações" de lojas especializadas. Para um lighting designer, a luz não significa apenas vender lâmpadas para uma iluminação funcional, mas propor um artifício estético de decoração através da luz. Um bom projeto luminotécnico traz economia em gastos com sistemas de iluminação, sustentabilidade, preservação ambiental e bem estar físico.
O lighting designer busca a valorização da arquitetura em sua textura, cor e forma, utilizando contrastes das cores complementares, luz e sombra. Um projeto bem elaborado por esse profissional nos oferece a noção do espaço e a sensação da forma, sejam em ambientes externos ou internos, noite ou dia. A valorização dessas sensações é muito importante para os projetos de um lighting designer, pois se acredita que em torno de 80% dos estímulos sensoriais são visuais.
Como visto, a iluminação proporciona sensações subjetivas a um ambiente, e essas sensações são projetadas pelo profissional de iluminação, o lighting designer, buscando soluções e benefícios tecnicamente eficientes e ambientalmente sustentáveis.
Everton Luís Silka é engenheiro eletricista,
engenheiro de iluminação e lighting designer.
Pós-graduado em Iluminação e Decoração de Interiores.
Desde 2007 é engenheiro da Empalux.